História urbana II

Sexta feira à noite, voltando da central do brasil até Duque de Caxias, sento-me ao lado de uma mulher que fala e mexe incessantemente ao celular. Ela liga para a filha num daqueles rádios que transformam uma ligação pessoal numa conferência, dá uma série de recomendações, diz que está a caminho de casa, e aí eu escuto o seguinte: - Mãe, posso sair? - Não! Você vai ficar no portão com a sua vó até ela entrar. - Mas o meu irmão vai sair, por que eu não posso? É injusto... - Ele pode porque…