O que o príncipe William aprendeu com a Lady Diana sobre educação dos filhos

Imagine a Inglaterra sem a família real, sem o glamour da realeza, sem a elegância da Rainha Elizabeth e sem a vida e morte polêmica da Princesa Diana.

Lady Di, sempre foi cercada de curiosidades, enigmas e polêmicas… mesmo depois de sua morte, há 19 anos ainda é alvo de especulações e mistérios.

Amada por todos, ela promoveu mudanças sem volta na realeza britânica e inspirou pessoas em todas as partes do mundo através de sua forma de viver intensamente, fascinante, espontânea e humana.

Apesar de todas as críticas e polêmicas envolvendo a princesa, ela sempre foi considerada referência.

Ícone de boa mãe, mostrou a William (seu filho mais velho), ainda pequeno como se tornar um grande homem, um grande pai. E isso ele parece ter aprendido muito bem.

A forma como se relaciona com seu filho George e aparece em situações públicas mostra que ele aprendeu a grande lição.

A Família Real Britânica continua seguindo seus protocolos e aparições oficiais, porém em nenhuma delas o Príncipe Wiliam deixa a desejar quando o assunto é se comunicar com George.

Inúmeras fotos mostram o pai agachado, na altura do menino quando vai se dirigir a ele, faz explicações e enfatiza sempre o olho no olho.

Parece interessante?

Não é só uma questão de hábito e talvez a Princesa Diana nem soubesse o real motivo, mas sabia que causava um efeito positivo nas crianças.

Essa postura reflete toda uma fundamentação e pesquisas referentes a comportamento infantil, vínculo emocional e relacionamento familiar.

Quem disse isso?

Em 1957 os psicólogos norte-americanos Carl Rogers e Richard E. Farsoné já tinham criado e provado esse conceito na educação das crianças, chamado de Escuta ativa.

Segundo eles, essa forma de se relacionar com os pequenos gera mais empatia e ajuda a aumentar o vínculo afetivo entre pai e filho e faz com que as crianças se sintam realmente ouvidas e compreendidas.

Depois disso inúmeros pesquisadores em todo o mundo tem usado essa técnica da escuta ativa para enfatizar a importância da comunicação assertiva e a forma de contato próximo com as crianças.

O olho no olho, promove um laço afetivo seguro, diminui a ocorrência de birras porque a criança sente-se acolhida e aumenta a colaboração e participação da criança, que percebe que ela é verdadeiramente valorizada.

Dá pra ter benefícios práticos?

Sim! Certamente. A escuta ativa impacta significativamente a criança e auxilia na compreensão das relações a sua volta.

A partir do momento que essa prática passa a fazer parte do dia a dia familiar, os pais encontram as crianças muito mais autoconfiantes, seguras e menos resistentes às regras. A criança desenvolve inteligência emocional e consegue estreitar laços afetivos.

Quando nos colocamos do mesmo lado que nossos filhos, experimentamos o que eles estão sentindo, olhamos através da mesma perspectiva deles e possibilitamos o contato visual, nosso vínculo tende a se fortalecer imensamente.

Na pratica, há maior envolvimento afetivo, respeito, confiança.

Menor resistência, desafio, insegurança e problemas de comportamento.

Para hoje…

  1. Sempre que estiver conversando com seu filho abaixe-se para ficar na altura dos olhos dele;
  2. Combine tom de voz e vocabulário assertivo;
  3. Envolva seu filho no contexto familiar e valorize sua participação;
  4. Não tenha medo de corrigir! Quando mais exercitar a escuta ativa, mais seu filho vai desenvolver respeito e colaboração;
  5. Renove a paciência e não desista na primeira semana. A persistência gera resultados.

Quer uma mãozinha?

Nova Atitude, novos Resultados! Para quem procura mudar a sua rotina familiar, esse é sim um passo importantíssimo.

O “olho no olho” precisa fazer parte o seu relacionamento diário com as crianças. Comece aos poucos, mas não deixe de promover essa vivência na sua casa.

O bem estar gerado pela técnica da escuta ativa alcança todos os envolvidos e resulta nos comportamentos expressos pelas crianças. Pode apostar!

As palavras chaves para a mudança são:

  1. Regularidade
  2. Persistência
  3. Dedicação
  4. Empenho
  5. O mais importante: Sensibilidade! Estar disponível verdadeiramente para os perceber o filho como um todo e participe da aprendizagem dele sobre o mundo. Você é a peça chave!

Esteja concentrado nos seus objetivos, na sua missão de pai, de mãe e não perca de vista a importância da sua presença diária. Se você está fazendo um bom trabalho, os resultados certamente virão.

Às vezes, as decisões mais simples acabam sendo as melhores decisões.

É um resultado formidável. Além de compreender melhor a forma como seu filho se comporta, você também pode dar a ele (indiretamente) ideias de como fazer melhor ou ensiná-lo sobre sentimentos e valorização do outro.

Fonte: Psicoinfantil.net

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