455. Valor político da paternidade

Quando um homem não tem filhos, não tem pleno direito de intervir na discussão sobre as necessidades de um Estado. É preciso ter arriscado, juntamente com os outros, aquilo que mais se ama: apenas isso vincula fortemente ao Estado; é preciso ter em vista a felicidade de seus pósteros, e por isso, antes de tudo, ter pósteros, a fim de participar justa e naturalmente nas instituições e em suas mudanças. O desenvolvimento de uma moral superior depende de que a pessoa tenha filhos; isso desfaz o seu egoísmo, ou, mais corretamente: isso amplia o seu egoísmo no tempo, e a faz perseguir seriamente objetivos que vão além da duração de sua vida individual.

Excerto do livro “Humano, demasiado humano” de Friedrich Nietzsche.

* A frase “isso amplia o seu egoísmo no tempo” ecoou na minha cabeça. Ela sustenta um texto que quero fazer, sobre o quanto ser e/ou não ser mãe é egoísta. Quando eu terminar de ler “A virtude do egoísmo”, de Ayn Rand, talvez eu esteja mais inspirada.

Em tempos de discussão sobre a desobrigação de ter filhos, este excerto joga gasolina na fogueira, não? rsrsrs Problematizem!

Beijos da Mãe

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