Das coisas que eu não entendo:

Papai faltou a visita, então aproveitei nosso tempo livre pra levar meu Filho ao parque com crianças de amigos. Foi divertidíssimo, excelente, João ficou no pico da exaustão.

Mas logo no fim da noite, quando já estávamos voltando pra casa, um senhor amigo com sua sobrinha de um aninho nos parou na rua pra puxar conversa. Meu Filho e a menina começaram a brincar.

Na despedida, ele disse:

– Vai João, dá um beijo na sua namorada!

Como nunca ensinei meu Filho a se comportar assim, ele deu um abraço na menina, enquanto ela tentava dar um selinho nele. Aí o senhor falou:

– Nossa, ela pega bem, né?!

Fiquei chateada de expor meu Filho a essa situação e sentindo uma leve pena daquela menina. Coitada, desde cedo ela é educada para a sedução, para o sexo, cerceam-lhe o direito de ser criança. Toda vez que meu Filho se encontra com uma menina, eu falo “Olha, João, você tem uma amiguinha”, sempre assim. Nem meu Filho e nem as meninas da idade dele tem discernimento para namoros, mesmo que infantis.

A erotização precoce das crianças traz consequências monstruosas a longo prazo. São atitudes como estas que constroem pessoas machistas e promíscuas!

Que o sexo seja uma escolha na vida do meu Filho, não uma obrigação!

OBS.: Um dos fatos ruins de ser mãe solteira é não ter controle sobre oq o outro lado da família ensina. Eu soube, infelizmente, que o mesmo ocorreu com eles, entretanto, enquanto eu acho isso condenável entre crianças, a outra parte da família comemorou o acontecido.

Ultraje a Rigor
Ah, se eu fosse homem

“Ah, se eu fosse homem de parar de me portar feito um
rochedo
indestrutível e infalível, inabalável e imutável
previsível e impossível, um computador com músculos,
um chefe, um pai, um homem com H maiúsculo
eu seria o homem certo pra você
Ah, se eu fosse homem…”

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