Para o Amor morrer… de novo!

Mate-o por asfixia!

Suprima o combustível da fala: o ar!

Vá apertando o pescoço do Amor, lenta e fortemente, até a face dele apresentar um tom mais escuro. Aperte, aperte, aperte e seja firme, pois não é fácil estrangular o Amor…

Não se enoje quando a língua dele se projetar para fora e os olhos se escancararem de terror. Asfixiar o Amor requer coragem e frieza, mantenha-se impassível diante dessa cena.

Depois, jogue o cadáver num deserto distante e veja o corpo apodrecer lentamente sob o sol escaldante e, depois que o último abutre devorar o último resto de víscera, afaste-se, siga adiante, sem olhar pra trás…

Judiaria
Arnaldo Antunes e Edgard Scandurra

“Agora você vai ouvir aquilo que merece
As coisas ficam muito boas quando a gente esquece
Mas acontece que eu não esqueci a sua covardia, a sua ingratidão
A judiaria que você um dia fez pro coitadinho do meu coração

Estas palavras que eu estou lhe falando
Têm uma verdade pura, nua e crua
Eu estou lhe mostrando a porta da rua
Pra que você saia sem eu lhe bater

Já chega um tempo que eu fiquei sozinha
Que eu fiquei sofrendo, que eu fiquei chorando
Agora quando eu estou melhorando
Você me aparece pra me aborrecer”

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