Somos todos prostitutas!

Contra todos os discursos moralistas ou religiosos, por mais pungente que possa parecer, a verdade é que somos todos umas grandes putas. Algumas de nós são daquelas bem safadas, que fazem de tudo às claras e não estão nem aí para as fofoqueiras de plantão. Umas outras são mais recatadinhas, estilo “crente-de-cu-quente”, que fazem a linha comportada mas, entre quatro paredes, “tocam o zaralho”.

Mas num geral, somos assim.

Não pensem que esse texto é a respeito de sexo. Não mesmo. Prefiro pensar que é um texto de antropologia (isso para eu me sentir melhor).

Se você levanta às quatro horas da manhã, enfrenta engarrafamentos e aluga sua força de trabalho por oito horas em troca de um salário e seguros sociais, acredite, isso é uma forma evoluída e polida de prostituição.

Se você se enfurna em cursos e universidades que aprimoram o seu currículo de forma que o diferencie das outras putas na hora de concorrer a uma vaga no puteiro, acredite, isso é uma forma evoluída e polida de disputar um ponto de prostiuição. (Entenda, trepar todo mundo trepa, mas por oito horas sem tirar e podendo se estender por mais horas, nas variações do Kama Sutra e Sexo Tântrico, não é pra qualquer um… TEM que ter mais estudo pra isso, não acha?)

E aí esse “mercado de trabalho” tem virgens, rodadas, putas-velhas-que-ninguém-quer-mais-comer, pederastas e por aí vai… tem de tudo… e tem cafetão pra tudo também. É por isso que alguns discursos moralistas-pseudorevolucionários me incomodam tanto!

No fim, é tudo mercado, é tudo troca. O desejo pelo consumo é a evolução do desejo sexual, ambos tão intrinsicamente inerentes à natureza humana.

Vai ter um monte de gente que vai me chamar de insensível, que vai dizer que eu não acredito no amor, e blablabla… Nada, eu acredito sim! Toda vez que eu choro ouvindo ópera, sinto o quanto o ser humano é capaz de fazer coisas boas e bonitas… mas reflitam: nem a ópera saiu de graça! Os meus orgasmos múltiplos ao ouví-la custaram alguma coisa aos bolsos de alguém. O maestro, a orquestra toda, a solista foram putas de luxo caríssimas. Óbvio que o dinheiro não foi a CAUSA, mas foi o MEIO. Sem ele, aquela beleza toda não chegaria aos meus ouvidos… Até a sensibilidade tem seu preço.

E àqueles que defendem o doar sem esperar nada em troca… uma vez eu ouvi um comentário muito interessante sobre a caridade: quando fazemos bem a alguém estamos muito mais interessados no bem que isso fez a NÓS do que À PESSOA, ou seja, a caridade satisfaz um sentimento de altruísmo egoísta onde o maior beneficiário é quem doa, muito mais do que quem recebe. É só você reparar as igrejas lotadas de pessoas ávidas por trabalho voluntário em busca de seu terreno próprio no paraíso… Esse é só UM exemplo. Eu poderia inventar outras analogias que usassem a vaidade ou a soberba que todas exemplificariam muito bem!

“E você, que é padre ou policial, que está contribuindo com a sua parte para o nosso belo quadro social” (R.S.) certamente vai dizer que comparar a SUA profissão ao meretrício é reduzí-lo demais… mas não. Talvez algumas profissõezinhas de merda é que se supervalorizem, e é mais fácil apontar o nojento nos outros do que ouvir nossa autocrítica no volume máximo.

Não há problema algum nas trocas. É natural, é HUMANO! Trocamos desde a pré-história! E eu não faço idéia de qual mente hipócrita resolveu demonizá-las!

Eu não tenho absolutamente nada contra trocas!
Eu não tenho absolutamente nada contra deixar isso bem claro entre as partes que trocam!
Mas eu eu tenho TUDO contra gente que troca, finge que não troca e CONDENA quem troca…

Abre essas pernas
Velhas Virgens

“- Benzinho, você sabe, eu te amo tanto!
– Eu sabia desde o começo… Só faltava acertar quanto…”

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